Encontros internacionais ESSEC 2016

OS DESAFIOS DE UMA TRANSFORMAÇÃO CULTURAL E DISCRICIONÁRIA PARA METAMORFOSEAR UMA START UP FRANCESA DE SERVIÇOS INFORMÁTICOS NUM AGENTE GLOBAL DO BIGDATA

Autores :

catherine tanneauCatherine Tanneau, Professora Associada de Leadership HEC Executive Education, associada e dirigente da Variations (conselheira em transformação e em governação de empresa), administradora independente

Paul Delahaie, Co-fundador e dirigente da Variations – conselheiro em transformação de empresa, interveniente Leadership HEC Executive Education

Laurent Letourmy, Co-fundador & CEO Ysance

Martin Genot,Empreendedor, Fundador da LER, investidor e Co-Presidente do Fundo Network Finances, Presidente da Comissão Estratégica Ysance

Resumo : Como transformar a Ysance, jovem SSII francesa de serviços informáticos (10 anos de existência e 100 pessoas) num grande ator internacional do Big Data que pretende ser líder europeu da Plataforma de Gestão de Dados (DMP)[1] até finais de 2020?

[1] Plataforma de Gestão de Dados ou DMP: Plataforma tecnológica que permite o tratamento e a gestão de uma grande quantidade de dados a fim de realizar operações de marketing

Desde 2012, a Ysance é solicitada pelos seus clientes em destaque, que perguntam se a empresa não poderia ela própria pôr em prática soluções para o tratamento dos seus dados. A Ysance constata rapidamente a pobreza de oferta do mercado. Com a cultura do serviço agarrada ao corpo, os dirigentes decidem eles próprios desenvolver uma Plataforma de Gestão de Dados para satisfazer a procura. Uma aposta audaciosa pois lança a sociedade no desconhecido: de prestadora de serviços à medida, vendendo consultadoria, a Ysance tornar-se -á, se a metamorfose for bem sucedida, um editor de software vendendo licenças! Num primeiro momento, a chegada de um parceiro estratégico e em segundo o sucesso de um angariador de fundos até 2015, criam as condições materiais para o sucesso. Mas está tudo por fazer. A mudança de paradigma induz, com efeito, numa transformação radical da empresa a todos os níveis. Para a geração de dirigentes fundadores o desafio está no tamanho. É sua tarefa fazer eclodir nos gestores o desejo e a capacidade de encarnar a transformação, de trazer o novo modelo nas suas múltiplas dimensões, humanas e económicas. É preciso fazer-lhes compreender a urgência e a necessidade de agir rapidamente, transmitindo uma ambição que faça com que cada um se ultrapasse a si próprio, mantendo o sonho, sem no entanto deixar de ser pragmático. É preciso, e não é a menor das dificuldades, saber identificar os sinais tangíveis desse sucesso, numa área em que tudo está por reinventar .

O maior desafio será federalizar uma equipa alargada associando o conjunto de gestores no processo de transformação, sobretudo aqueles que estão presentes desde a origem, para manter os conhecimentos e o saber-fazer críticos. Mas será também necessário integrar competências chave necessárias ao sucesso do projeto, fazer emergir uma governação de empresa e fazer evoluir o comportamento das equipas no contacto com o cliente para que mantenham a confiança nestes novos produtos e se obtenham resultados visíveis. Por fim, há uma questão ética pois trata-se de estar em coerência com os valores fundadores. Regenerando-os, é necessário preservá-los, conservar a sua essência, transcrevendo-a numa maneira de atuação respeitadora dos dados e da sua integridade. O mesmo é dizer que se o caminho é estreito, mais ele pressupõe um pôr em causa, com profundidade, um processo idèntico à de enxertia de genes de um organismo em espécies desconhecidas. Disso resultará uma quimera ou uma flor que desabrochará? E, num sentido, a escolha da Ysance evoca o desafio do Dragão – esse romance do escritor Ray Bradbury onde dois cavaleiros, acreditanto combater um dragão, se batem contra uma locomotiva – a percepção da mudança, a construção dessa perceção e a antecipação das ferramentas a construir são a chave para vencer a aposta

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